BOLETIM Nº24


Até mais Fred

 

Tributo ao Iguaçu articula a Revitalização do Alto Iguaçu

 

Rede ambiental para ações na bacia do Rio Barigui

 

Blitz ambiental

 

Plantio de mudas

 

Tributo no aniversário de União de Vitória











Até mais Fred


Um dos mentores do Tributo ao Iguaçu, Frederico Reichmann Neto, se despediu da Copel no dia 15 de março. Abaixo a sua mensagem de despedida:


Após 34 anos e 5 meses de trabalho --- período em que tive o privilégio de participar do despertar da ciência ambiental --- estou, hoje, 15 de março, me desligando da Copel.


Não foi decisão fácil, uma vez que nosso envolvimento com esse tipo de trabalho é tão intenso que, por vezes, os desafios profissionais chegaram a sobrepujar as demandas de ordem pessoal e familiar, quando se tem a plena sensação de que nosso DNA fica contaminado pelas prioridades da Empresa.


Nesta história, fiz inúmeros amigos vibrei muito com projetos e programas concluídos e sofri com outros que, apesar dos meus esforços, não vi realizados. Como agradecer a uma instituição que me abriu portas, me incentivou incondicionalmente numa época em que meio ambiente era assunto restrito às conversas de lunáticos? Imaginem vocês que, apenas cinco anos depois da criação do Clube de Roma, e na época em que o clássico "Limites do Crescimento" tinha sido recentemente publicado, a Copel me propiciou um curso de especialização no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, com 10 meses de duração; sete anos depois, um mestrado, e, finalmente, o apoio ao meu doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento, na década de noventa.


Em retribuição, durante toda a minha carreira, coordenei o setor ambiental da Companhia, que teve várias denominações e estágios hierárquicos na estrutura organizacional. Mais importantes que as denominações e respectivas hierarquias no organograma, porém, foram os sucessos alcançados.


Na condição de gestor de uma equipe altamente qualificada, fizemos história e fomos referência brasileira da pesquisa florestal de espécies nativas, a ponto de ceder nossos experimentos para estudos da Embrapa Florestal. Reconstituímos florestas em todas as grandes hidrelétricas da Empresa, tendo o trabalho realizado na Usina de Mourão I atingido resultado tão expressivo que o Poder Público Estadual transformou nossa mata recuperada no Parque Estadual Lago Azul, contrariando, diga-se de passagem, toda a legislação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.


Na técnica de recuperação de áreas degradadas por grandes obras de engenharia, além de sermos pioneiros, divulgamos metodologia própria no Brasil e no exterior (este foi, inclusive, o assunto da minha dissertação de mestrado). Evoluímos muito nos estudos de aqüicultura, apesar de os reservatórios da Copel serem relativamente acanhados se comparados aos das regiões Sudeste, Norte e Nordeste.


Desenvolvemos estudos de arborização urbana, patrocinando, inclusive, vários trabalhos de dissertação de mestrado e um de doutorado, de cuja banca fiz parte.


Inovamos na metodologia de operações de resgate da fauna, com a adoção de bóias flutuantes para controle do enchimento de reservatórios e a contratação de estudos científicos preliminares das áreas diretamente afetadas.


Na área de energias alternativas, quando o assunto ainda não despertava a atenção do mundo, já publicávamos trabalhos sobre o poder calorífero das espécies reflorestadas nas nossas áreas.


Tomamos a frente de uma força-tarefa constituída por instituições federais e estaduais, públicas e do terceiro setor na publicação do trabalho denominado "Estudo da Biomassa e do Mercado de Energéticos de Produtos Florestais no Sudeste Paranaense", já em 1985, o qual foi referência, devido a sua exclusiva metodologia, por vários anos.


Mais tarde, já na função de planejamento, gestão e relações institucionais, fui, como representante da Copel, coordenador, por anos, do COMASE (Comitê Coordenador das Atividades de Meio e do CTSA (Comitê Técnico para Estudos Socioambientais), integrado ao Comitê Coordenador do Planejamento da Expansão dos Sistemas Elétricos - CCPE, criado em 1999 para atender as demandas do novo modelo que se implantava no setor.


Também foi com grande satisfação que, por indicação do Ministério de Minas e Energia, tomei a frente das discussões no âmbito do CONAMA que resultaram na publicação da Resolução 279/2001, a qual especifica os procedimentos para o licenciamento ambiental simplificado de empreendimentos elétricos com pequeno potencial de impacto ambiental, coordenando os grupos de trabalho e passando pelas câmaras técnicas, até a defesa do texto na plenária daquele Conselho.


Finalmente, na esfera federal, tive o prazer de trabalhar no gabinete do Ministro de Minas e Energia Francisco Gomide ao longo de 2002.


Concomitantemente, começei a organizar eventos de interesse da área ambiental, social e de energia, sempre contando com o apoio dos companheiros da Copel. Merece destaque a Conferência Internacional de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida - ICONS 2003, numa parceria memorável com FIEP, IBQP, Instituto Ethos e outras Instituições do eixo Rio-São Paulo, na qual tivemos 800 participantes do Brasil e do exterior. Em 2006 realizamos o Seminário de Tecnologias Energéticas do Futuro - STEF, com mais de 400 participantes.


Em perfeita parceria com a Superintendência Comercial de Distribuição e a FIEP, organizamos o Seminário de Eficiência Energética na Indústria, além de outros dois eventos menores: o Seminário Brasil-França Sobre a Produção de Eletricidade por Energia Nuclear e a Apresentação do RelatórioThe Millennium Project (Projeto Milênio, que é um relatório elaborado pela Universidade das Nações Unidas).


Saliente-se que, a partir de 2003, o conceito de sustentabilidade tornou-se mais transparente no âmbito da Empresa, uma vez que nossa Diretoria assumiu uma postura de gestão estratégica baseada no equilíbrio das prioridades econômicas associadas com as prioridades socioambientais. Iniciou-se aí a união de esforços da área ambiental com a de responsabilidade social empresarial. Dessa parceria nasceu o inédito programa "Tributo ao Iguaçu", com uma filosofia totalmente diferente das técnicas adotadas pelo setor elétrico nos seus diálogos com as comunidades envolvidas.


Tudo o que foi citado, e muito mais, só pôde ser realizado porque sempre contamos com equipes de profissionais brilhantes. Verdade que o desenvolvimento profissional das pessoas com quem convivi sempre foi minha prioridade. Incentivei muitos colegas na obtenção de diplomas de graduação e de pós-graduação, muitos que não tinham nem o curso secundário completo, na nossa convivência, concluíram os estudos e se tornaram profissionais de destaque nas suas especialidades. Sempre tive preocupação com a harmonia saudável no ambiente de trabalho, porque entedo que nossa convivência na Copel chega a ser cotidianamente mais longa que nas nossas residências.


Para finalizar, agradeço a todos os amigos do setor elétrico e, em particular, da Copel. Na pessoa do Dr. Rubens Ghilardi homenageio todos os Presidentes e Diretores com quem convivi. Da minha equipe atual agradeço a todos aqueles com que tive a satisfação de contribuir para a mudança de paradigma do nosso atual modelo de desenvolvimento. Lembrando Arturo Andreoli, sob comando do qual se implantou uma filosofia conservacionista nesta Empresa, presto minha homenagem póstuma aos amigos que faleceram, muitos deles cumprindo o dever profissional. Deixo para os que ficam um legado: a conclusão e a implantação do "Projeto de Turismo das Terras Altas do Iguaçu", aproveitando o potencial cênico das hidrelétricas Bento Munhoz da Rocha Netto e Ney Amintas de Barros Braga (Foz do Areia e Segredo), porque não é admissível não se explorar, de forma profissional e racional, a visitação de áreas tão belas e singulares, em benefício da população, como nova opção de férias, e, como nova opção econômica, a região impactada pelas obras.


Permanecerei à disposição de todos no Departamento de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP (e-mail:frederico.reichmann@pr.senai.br telefone: (41) 3271-9068. Meu novo número de celular é (41)9997-4442.


E a vida continua...


Abraços,


Frederico Reichmann Neto



Tributo ao Iguaçu articula a Revitalização do Alto Iguaçu


A partir de fevereiro, o Tributo ao Iguaçu vem articulando diálogos para a elaboração de um programa de ações conjuntas para revitalização da Bacia do Alto Iguaçu, onde está situada a região metropolitana de Curitiba. Os primeiros encontros contaram com a participação da Copel, Sanepar, Suderhsa, Emater, Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Agricultura.


O objetivo imediato do programa será a realização de um diagnóstico sistêmico da situação atual e das ações que já estão em andamento. Com isso, buscar-se-á o aumento da sinergia entre estas ações e, ao mesmo tempo, desenvolver novos projetos conjuntos para a melhoria da qualidade e regulação da quantidade de água disponível na bacia do Rio Iguaçu, com vistas a garantir a sustentabilidade do abastecimento, tanto para fins de consumo direto, como para a geração de energia elétrica.


Além da perspectiva ambiental, o programa atuará em questões sociais e de gestão pelo envolvimento das comunidades com abordagem apreciativa. Assim, dentro de uma visão de responsabilidade social empresarial, os parceiros deste programa se fazem presentes ao exercer a sua cidadania empresarial a partir da participação nos processos socioeconômico e ambientais de cada comunidade em que atuam.


O programa envolverá empresas, ONGs e movimentos sociais que sejam atores interessados neste objetivo. Alguns temas transversais presentes são:

- Recuperação e preservação da matas ciliares;

- Redução do carreamento de sedimentos (melhoria da cobertura vegetal, redução do escoamento superficial - curvas de nível, redução da impermeabilização do solo, adequação da malha rodoviária vicinal com retenção da água pluvial);

- Redução do carreamento de agrotóxicos e poluentes (agricultura orgânica, regularização de emissões clandestinas de poluentes);

- Aumento da rede de saneamento básico e regularização de ligações clandestinas e fossas sépticas;

- Monitoramento e implementações de ações para redução da poluição do ar;


Por meio destas ações conjuntas e sistêmicas, o Programa Tributo ao Iguaçu presta sua contribuição efetiva às principais questões socioambientais que impactam a sociedade paranaense.


Rede ambiental para ações na bacia do Rio Barigui


No dia 14 de março cinco Rotary Clubs de Curitiba e Região Metropolitana reuniram-se com o propósito de unir os projetos, otimizando os esforços pela revitalização do Rio Barigui. A reunião realizada no Rotary Club de Curitiba Santa Felicidade, contou com palestra do presidente da AMA-Associação dos Moradores e Amigos do São Lourenço, César Paes Leme, que apresentou uma série de ações feitas pela associação, especialmente na bacia do Rio Belém.


Blitz ambiental


Porto União da Vitória recebeu uma Blitz Ambiental realizada pela Copel, IAP, EMATER, Prefeitura Municipal, Policia Militar, Núcleo Regional de Educação, Colégio Estadual Neusa Domit em comemoração do dia mundial da água. Na ocasião, a Copel distribuiu folders do Programa Floresta Ciliar.


Tributo no aniversário de União de Vitória


No dia 27 de março, União da Vitória completou 117 anos. Diversos eventos comemoram a data a partir da sexta-feira, 23 de março, quando foi realizado um grande jantar comemorativo. Moradores, ex-moradores e autoridades de toda a região estiveram prestigiando a solenidade. Nas fotos a fala do prefeito Hussen Bakri durante o jantar e uma panorâmica do salão. O Tributo ao Iguaçu se fez representar na solenidade.







Plantio de mudas


O Tributo ao Iguaçu através de uma parceria com a SMA entregou a Secretaria Municipal de Agricultuta e Meio Ambiente de Porto Vitória 266 mudas de árvore de grande porte, entre elas, Cedro Rosa, Pitanga, Ipê Roxo e Guabiroba. As mudas serão plantadas no eixo ciliar dos rios Espingarda e Iguaçu, junto ao reservatório de Foz do areia.


 

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